
Coaf, Receita, PF e BCB debatem regras para corretoras de bitcoin no México
O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) assumiu a liderança da comitiva do Brasil na Cidade do México nesta semana. O grupo viajou ao país para a Plenária do Grupo de Ação Financeira Internacional (Gafi).
O encontro reuniu autoridades de todo o mundo para debater o futuro da prevenção à lavagem de dinheiro. O mercado de bitcoin e criptomoedas dominou a agenda prioritária de discussões da cúpula.
A delegação brasileira contou com a presença de órgãos de peso no monitoramento financeiro. Isso porque, foram membros do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Advocacia-Geral da União (AGU), Banco Central (BCB), Polícia Federal (PF), Receita Federal (RFB), Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) e Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Cerco às corretoras no exterior, stablecoins e carteiras de auto custódia
O conselho aprovou um documento focado nos riscos de provedores de serviços de ativos virtuais com sedes em paraísos fiscais. O texto expõe o perigo da ausência de leis severas sobre essas corretoras estrangeiras (offshore).
Agentes criminosos exploram lacunas na cobertura de supervisão entre diferentes jurisdições para ocultar fortunas. A entidade vai publicar o estudo completo em março com sugestões de ação para os governos enfrentarem esse problema.
A pauta de tecnologia abrangeu outros setores da economia digital com alto fluxo de capital de varejo. O grupo adotou relatórios temáticos sobre moedas pareadas ao dólar (stablecoins) e carteiras de autocustódia.





