
“Gold Card” de Trump atrai só 338 pedidos formais
O programa de residência acelerada nos Estados Unidos, lançado pelo governo de Donald Trump (Partido Republicano), registrou baixa adesão. Foi criado em setembro de 2025. Até o momento, só 1 solicitante obteve a aprovação para o visto de US$ 1 milhão. A informação foi compartilhada pelo secretário do Comércio, Howard Lutnick, em depoimento ao Congresso norte-americano. As informações são do jornal Financial Times.
O projeto, conhecido como “The Trump Gold Card”, recebeu 338 pedidos formais. Desse grupo, 165 pessoas pagaram a taxa de processamento de US$ 15.000. Segundo documentos do Departamento de Justiça, 59 candidatos avançaram para a etapa de verificação conduzida pelo Departamento de Segurança Interna e pelo Departamento de Estado.
A iniciativa foi idealizada pelo bilionário John Paulson, doador de Trump. A estratégia foi para levantar recursos e abater a dívida nacional de US$ 37 trilhões. No lançamento, o presidente dos EUA afirmou que o programa resultaria na vinda de pessoas ricas e bem-sucedidas para investir e empregar cidadãos no país.
Lutnick declarou que o esquema poderia render US$ 1 trilhão com a emissão de mais de 200 mil vistos. A projeção era de que a estratégia arrecadaria até US$ 5 trilhões com a venda de cartões Platinum por US$ 5 milhões cada. No entanto, apesar de o governo registrar 70.000 manifestações iniciais de interesse no site oficial, o volume de pedidos formais não acompanhou a expectativa.
AÇÃO JUDICIAL
O programa é alvo de processo movido pela Associação Americana de Professores Universitários. A entidade afirma que o “gold card” substitui ilegalmente o sistema baseado em mérito pela venda direta de vistos a pagadores de impostos ricos.
Em janeiro de 2026, a rapper Nicki Minaj agradeceu a Trump por um visto “gratuito“. Autoridades esclareceram depois ao jornal The New York Times que o item entregue à artista era apenas uma lembrança já que a artista tem residência legal permanente.





